Doenças

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Em 1838 o escocês Robert Carswell ilustrou as lesões da Esclerose Múltipla pela primeira vez, sem que entretanto se soubesse exatamente de que se tratava esta doença. O reconhecimento da Esclerose Múltipla como uma entidade clínica distinta dos distúrbios do movimento e das paraplegias medulares foi obra de Charcot em 1868, que a caracterizou como uma entidade clínica distinta. Anteriormente, a Esclerose Múltipla era frequentemente confundida com a Paralisia Agitante (Doença de Parkinson). Foi Charcot, porém, quem fez a primeira e definitiva descrição patológica que distinguiu as duas doenças. Até a década de 1960 pouco se sabia sobre a fisiopatologia desta doença.  Somente cento e quarenta e três anos após as ilustrações de Carswell surge a Ressonância Nuclear Magnética, que demonstra com clareza as lesões da Esclerose Múltipla, tornando-se o principal exame complementar para esta doença. Em 1962 o Principado de Mônaco produziu um selo mostrando o sol, flores e um baú cheio de esperança. Demoraria ainda 30 anos antes que terapias com alguma eficácia começassem a surgir. (Yvert & Tellier 580, Scott 506)

© Roberto Caron 2011